Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, apresenta que a reforma tributária é um teste de liderança, isso porque, quando as regras mudam e a transição se estende por anos, a empresa precisa alinhar estratégia, processos, dados e cultura para evitar perdas silenciosas. Nesse cenário, a inovação deixa de ser sinônimo de ferramenta e passa a significar capacidade organizacional de adaptar o modelo de negócios.
Com este artigo, o objetivo é mostrar por que a reforma exige uma agenda transversal de liderança, envolvendo finanças, comercial, jurídico, operações e tecnologia. Vamos discutir o papel de governança, as decisões que não podem ser delegadas e como a cultura interna determina o sucesso.
Por que inovação não pode ficar restrita ao CIO ou à área de tecnologia?
Muitas empresas tratam inovação como aquisição de sistemas ou iniciativas isoladas de automação. Esse olhar é insuficiente em um ambiente de mudança regulatória, porque ferramentas não corrigem processos frágeis nem resolvem conflitos de decisão entre áreas. A reforma tributária exige integração e coerência, e isso depende de liderança, não apenas de tecnologia.

A inovação nesse contexto é a capacidade de redesenhar fluxos e governar informação, explica Victor Boris Santos Maciel. A tecnologia é meio, mas o direcionamento precisa vir do topo, com prioridades claras, responsabilização e metas. Quando a empresa reduz a reforma a um projeto de sistema, ela tende a implementar soluções que não se sustentam na operação e geram alto custo de correção.
Quais decisões estratégicas exigem participação direta da liderança?
A reforma afeta precificação, contratos, desenho operacional e gestão de caixa. Essas decisões não podem ser tomadas de forma fragmentada, porque impactam competitividade e margem. A liderança, portanto, como demonstra Victor Boris Santos Maciel, precisa decidir quais produtos e canais serão priorizados, quais políticas comerciais serão ajustadas e como a empresa vai lidar com exceções, prazos e responsabilidades com a cadeia.
Como integrar áreas para evitar decisões conflitantes e retrabalho?
A integração começa por criar uma linguagem comum entre fiscal, financeiro, operações e comercial. Se cada área enxerga o negócio por um prisma, a empresa toma decisões incoerentes. O comercial pode vender sem considerar efeito na margem, a operação pode criar exceções sem registro, e o fiscal pode reagir tarde a inconsistências. O resultado é retrabalho e aumento de custo de conformidade.
Uma integração eficiente depende de processos e ritos, nesse sentido, definir fluxos de aprovação, padronizar cadastros, mapear eventos críticos e estabelecer conciliações recorrentes reduz ruído. Também é importante alinhar tecnologia às necessidades reais, evitando automação de processos ruins. Na visão de Victor Boris Santos Maciel, integração não é reunião constante, é governança: responsabilidades claras e indicadores compartilhados.
Qual é o papel da cultura organizacional na execução da reforma?
A reforma tributária é uma mudança longa, e mudanças longas testam cultura. Se a cultura tolera improviso, exceções sem controle e responsabilidade difusa, a empresa acumula riscos. Se a cultura valoriza disciplina, organização e transparência, a execução se torna mais simples, mesmo com regras novas. Por isso, o consultor em gestão e resultados empresariais, Victor Boris Santos Maciel, expõe que o tema não é só técnico, é comportamental.
A liderança influencia diretamente a atitude do ambiente. Quando a gestão trata conformidade como parte do trabalho de todos, equipes passam a registrar melhor informações, reduzir atalhos e colaborar para resolver causas. Isso melhora a satisfação no trabalho, porque diminui o ciclo de correção e urgência. A cultura, então, é o que sustenta a estratégia quando o cronograma pressiona e o volume de mudanças aumenta.
Como transformar a reforma em plataforma de inovação e vantagem competitiva?
Portanto, a abordagem mais eficaz é tratar a reforma como programa de transformação, com etapas e prioridades. A empresa pode começar por diagnóstico integrado, identificando pontos de risco e de ineficiência. Em seguida, deve redesenhar processos críticos, fortalecer governança de dados e ajustar políticas comerciais e contratuais.
Com o tempo, a organização constrói capacidade de adaptação. Isso gera vantagem competitiva porque reduz custos invisíveis, melhora previsibilidade do caixa e fortalece decisões de preço e margem. Victor Boris Santos Maciel, como consultor em gestão e resultados empresariais, considera que inovação verdadeira nasce quando a empresa transforma exigência legal em disciplina gerencial. Assim, a reforma deixa de ser ameaça e vira alavanca para crescimento sustentável.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
