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Hugo Galvao de França Filho
Notícias

Automação e robótica: o futuro dos centros de distribuição do e-commerce brasileiro chegou!

Diego Velázquez
Diego Velázquez 29 de julho de 2026
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Hugo Galvao de França Filho
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Hugo Galvao de França Filho, empresário e especialista em marketplaces e crescimento de vendas online, observa que, por trás de cada pedido entregue no prazo prometido, existe uma operação de bastidores que mudou radicalmente nos últimos anos. O que antes dependia quase exclusivamente de esteiras simples e trabalho manual de separação hoje conta, em muitos centros de distribuição brasileiros, com robôs autônomos que se movimentam entre corredores, sistemas que decidem sozinhos a rota mais eficiente para cada pedido e tecnologia capaz de triplicar a produtividade da operação com o mesmo número de pessoas.

Contents
Um crescimento que pressiona a estrutura logística existenteO que muda na prática dentro do armazém?Substituição de tarefas, não necessariamente de pessoasUma corrida que deve se intensificar nos próximos anos

Essa transformação deixou de ser exclusividade de poucas empresas de grande porte e passou a se espalhar de forma mais ampla pelo setor. Compreender essa evolução tecnológica é importante mesmo para negócios que não operam seus próprios centros de distribuição, já que essa eficiência acaba influenciando prazos de entrega, custo de frete e nível de exigência que o consumidor passa a considerar padrão mínimo aceitável.

Um crescimento que pressiona a estrutura logística existente

O e-commerce brasileiro fechou o último ano com faturamento recorde, superando duzentos e trinta bilhões de reais em vendas, um crescimento expressivo que amplia diretamente a pressão sobre centros de distribuição, que precisam processar mais pedidos sem necessariamente expandir na mesma proporção sua área física ou seu quadro de funcionários. Essa equação, mais volume sem mais espaço nem mais gente, é justamente o que tem impulsionado o investimento acelerado em automação dentro dos armazéns.

Hugo Galvao de França Filho reforça que esse cenário exige uma mudança de mentalidade por parte de empresários que ainda enxergam automação como investimento de luxo, reservado a grandes players do mercado. Segundo ele, à medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis, negócios de menor porte que atrasarem essa modernização correm o risco de operar com um custo por pedido significativamente maior do que concorrentes já automatizados, o que compromete diretamente a competitividade de preço e prazo oferecida ao consumidor final.

O que muda na prática dentro do armazém?

Tecnologias como robôs móveis autônomos, sistemas de triagem automatizada e soluções que levam o produto até o operador, em vez do caminho inverso, têm se mostrado capazes de reduzir custos operacionais e aumentar de forma expressiva a velocidade de separação de pedidos. Esses sistemas conseguem processar centenas de produtos por hora com precisão superior a noventa e nove por cento, um patamar difícil de sustentar em operações totalmente manuais, especialmente durante picos de demanda.

Para Hugo Galvao, esse ganho de precisão importa tanto quanto o ganho de velocidade, já que erros de separação de pedido, como enviar o produto errado ou a quantidade incorreta, geram custos adicionais de logística reversa e, principalmente, desgastam a confiança do consumidor. Ele destaca que negócios do mercado pet, que lidam com produtos de recompra frequente e alta sensibilidade a atraso ou erro de entrega, têm motivo particular para acompanhar de perto essa evolução tecnológica dentro da cadeia logística.

Substituição de tarefas, não necessariamente de pessoas

Um receio comum ao falar em automação é a substituição em massa de postos de trabalho, mas dados do setor mostram um cenário mais equilibrado do que se costuma imaginar. Estudos globais projetam que, ao mesmo tempo em que processos automatizados eliminam determinadas funções repetitivas, um número ainda maior de novas posições surge em áreas ligadas a dados, manutenção de sistemas e gestão de frotas de robôs, o que reconfigura o mercado de trabalho da logística sem necessariamente reduzir sua demanda total por profissionais.

Hugo Galvao de França Filho destaca que, no Brasil, esse debate ganha um contorno particular, já que o setor de logística ainda enfrenta escassez relevante de mão de obra qualificada, o que torna a automação, em muitos casos, uma resposta à falta de gente disponível, e não uma substituição deliberada de funcionários já contratados. Segundo ele, essa distinção é importante para que empresários entendam automação como ferramenta de sustentação de crescimento, e não apenas como estratégia de corte de custos.

Uma corrida que deve se intensificar nos próximos anos

Projeções do setor indicam que os investimentos em automação logística devem ultrapassar a casa do trilhão de reais na próxima década, reforçando que esse movimento é estrutural, e não uma tendência passageira ligada a um momento específico do mercado. Empresas que se anteciparem a essa curva tendem a consolidar vantagem competitiva difícil de ser recuperada rapidamente por concorrentes que atrasarem essa modernização.

A Enjoy Pets, presente no mercado pet, tem acompanhado esse avanço da automação logística de perto, já que eficiência operacional bem construída acaba sendo sentida onde realmente importa: no prazo de entrega de quem depende de agilidade e confiança para repor produtos do seu animal. Na visão de Hugo Galvao de França Filho, o verdadeiro teste de uma automação bem-feita não está na tecnologia em si, mas na capacidade de sustentar crescimento sem transformar o aumento de vendas em gargalo operacional, o que só acontece quando pessoas e sistemas evoluem lado a lado, e não um às custas do outro. 

Para descobrir mais conteúdos sobre e-commerce, marketplaces e crescimento de negócios digitais, acesse www.enjoypets.com.br.

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