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Yuri Silva Portela
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Veja com o Doutor Yuri Silva Portela como preparar cidades para uma população que viverá mais

Elisa Marvani
Elisa Marvani 11 de setembro de 2026
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Yuri Silva Portela
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Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, chama atenção para a importância de pensar o envelhecimento também a partir dos espaços onde as pessoas vivem. O aumento da longevidade exige bairros e cidades preparados para favorecer mobilidade, segurança, convivência e acesso a serviços ao longo da vida. Considerar a funcionalidade e a autonomia no planejamento urbano permite compreender como calçadas, transporte, áreas de convivência e serviços próximos podem influenciar a rotina de uma população que viverá mais.

Contents
Por que a cidade influencia a forma de envelhecer?Confira com o Doutor Yuri Silva Portela como os bairros podem favorecer a autonomiaO transporte público precisa acompanhar essa mudança?

Leia mais a seguir!

Por que a cidade influencia a forma de envelhecer?

O envelhecimento não acontece isoladamente dentro de casa. Deslocamentos até consultas, compras, atividades físicas, espaços de convivência e serviços públicos fazem parte da rotina de muitas pessoas idosas. Quando esses trajetos apresentam obstáculos, a dificuldade de circulação pode reduzir a participação social e favorecer o isolamento. Ter acesso seguro a diferentes pontos do bairro ajuda a manter a independência e permite que o idoso continue participando de atividades importantes para sua rotina.

Calçadas irregulares, travessias pouco acessíveis, iluminação inadequada e transporte público de difícil utilização são exemplos de situações que podem limitar a mobilidade. Mesmo uma pessoa sem grandes restrições físicas pode mudar seus hábitos quando percebe que determinado percurso oferece riscos ou exige esforço excessivo. Com isso, atividades simples podem começar a ser evitadas, reduzindo as oportunidades de convivência e de acesso a serviços essenciais, comenta o Doutor Yuri Silva Portela.

Por isso, preparar as cidades para uma população mais longeva não significa criar ambientes exclusivos para idosos. Significa considerar diferentes capacidades físicas e sensoriais no planejamento urbano. Essa abordagem beneficia também pessoas com deficiência, gestantes, crianças e qualquer cidadão que enfrente temporariamente alguma limitação de mobilidade. Pensar em acessibilidade desde o planejamento contribui para construir espaços públicos mais seguros, funcionais e utilizáveis por diferentes gerações.

Confira com o Doutor Yuri Silva Portela como os bairros podem favorecer a autonomia

A proximidade entre moradia e serviços pode fazer diferença na rotina. Ter comércio, unidades de saúde, áreas verdes, espaços culturais e locais de convivência acessíveis pode reduzir a necessidade de deslocamentos longos e facilitar a manutenção de atividades independentes. Quando esses recursos estão disponíveis no próprio bairro, o acesso a necessidades básicas pode se tornar mais simples e compatível com diferentes níveis de mobilidade.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Outro ponto é a qualidade dos espaços públicos. Bancos para descanso, sombra, iluminação adequada, calçadas conservadas e travessias seguras podem tornar um percurso mais confortável. Esses elementos parecem simples, mas influenciam a disposição das pessoas para sair de casa e permanecer ativas na comunidade. Um ambiente que oferece condições adequadas de circulação pode diminuir obstáculos para quem precisa caminhar com mais cautela ou fazer pausas durante o trajeto.

Para o Doutor Yuri Silva Portela, pensar na autonomia durante o envelhecimento exige olhar além do atendimento médico. A capacidade de continuar realizando atividades depende também do ambiente em que a pessoa vive. Uma cidade que facilita a circulação pode ajudar a preservar oportunidades de participação mesmo quando algumas capacidades físicas diminuem. Dessa forma, o planejamento urbano passa a ter relação direta com as possibilidades de independência e convivência ao longo do envelhecimento.

O transporte público precisa acompanhar essa mudança?

Como destaca o Doutor Yuri Silva Portela, o transporte é um dos pontos centrais para uma cidade preparada para o envelhecimento. Nem todas as pessoas idosas dirigem, e algumas deixam de conduzir veículos por escolha ou por mudanças relacionadas à mobilidade, visão ou segurança. Sem alternativas adequadas, tarefas básicas podem se tornar mais difíceis. Ir a uma consulta, fazer compras ou participar de atividades sociais pode exigir deslocamentos frequentes, tornando a mobilidade urbana parte importante da autonomia.

Veículos acessíveis, pontos de embarque seguros e informações fáceis de compreender podem facilitar o uso do transporte coletivo. O planejamento também precisa considerar o caminho até o ponto, porque não adianta oferecer um veículo acessível se a pessoa não consegue chegar até ele com segurança. A conexão entre calçadas, travessias, pontos de parada e veículos precisa funcionar de maneira integrada para que o deslocamento seja realmente acessível.

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