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Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca como a missão empresarial à China consolidou o pré-acordo da NUCLEP para a fabricação de equipamentos offshore de grande porte.
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Missão empresarial à China consolida pré-acordo da NUCLEP para fabricação de equipamentos offshore de grande porte

Elisa Marvani
Elisa Marvani 14 de janeiro de 2026
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Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca como a missão empresarial à China consolidou o pré-acordo da NUCLEP para a fabricação de equipamentos offshore de grande porte.
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Paulo Roberto Gomes Fernandes comenta que a intensificação das relações industriais entre Brasil e China ganhou um novo capítulo relevante em abril de 2024, quando a NUCLEP avançou em negociações estratégicas voltadas à fabricação de equipamentos pesados para o setor offshore. A movimentação ocorreu após uma missão empresarial conduzida diretamente em território chinês, reforçando a prática de conhecer in loco a estrutura produtiva, os métodos industriais e a cultura empresarial chinesa.

Contents
Visitas técnicas e aproximação com gigantes da indústria chinesaFoco em módulos para plataformas e retomada da capacidade industrialImpactos econômicos e regionais da parceriaA China como parceira industrial estratégicaUm passo consistente rumo a novos ciclos industriais

A experiência confirmou uma percepção compartilhada por outras companhias brasileiras que vêm seguindo o mesmo caminho, como EBSE e Liderroll. O contato direto com as indústrias chinesas permite compreender, de forma concreta, o elevado grau de sofisticação tecnológica, a escala produtiva, os padrões de organização e a eficiência logística que caracterizam os principais polos industriais do país asiático.

Visitas técnicas e aproximação com gigantes da indústria chinesa

Durante a missão, o presidente da NUCLEP, acompanhado do diretor Comercial, cumpriu uma agenda intensa de compromissos, com destaque para a cidade de Xangai. Na ocasião, os executivos visitaram instalações de dois dos maiores conglomerados industriais da China no segmento de equipamentos de engenharia pesada: a China Merchants Industry (CMI) e a Zhenhua Heavy Industries Company (ZPMC).

Paulo Roberto Gomes Fernandes evidencia que a CMI figura entre os principais grupos estatais chineses dedicados à fabricação de equipamentos offshore, enquanto a ZPMC detém uma posição dominante no mercado global de guindastes portuários, respondendo por cerca de 70% desse segmento em escala mundial. 

Foco em módulos para plataformas e retomada da capacidade industrial

Segundo Nicola Mirto Neto, o objetivo central da missão foi criar bases concretas para parcerias voltadas à fabricação de módulos destinados a futuras plataformas da Petrobrás. Esse foco dialoga diretamente com o cenário de médio prazo do setor de óleo e gás no Brasil, que já contava, naquele momento, com as plataformas P-84 e P-85 licitadas e com vencedores definidos.

A expectativa da NUCLEP era posicionar-se de forma competitiva para as próximas licitações, retomando um papel mais ativo na cadeia de fornecimento de grandes estruturas offshore. Paulo Roberto Gomes Fernandes nota que a parceria em negociação com a ZPMC foi vista como um passo decisivo nesse sentido, ao combinar a experiência industrial chinesa com a capacidade instalada e o histórico técnico da empresa brasileira.

Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, o avanço do pré-acordo da NUCLEP na China marca um passo estratégico na cadeia global de equipamentos offshore.
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, o avanço do pré-acordo da NUCLEP na China marca um passo estratégico na cadeia global de equipamentos offshore.

Para a direção da NUCLEP, o avanço dessas tratativas representava mais do que um acordo comercial pontual. Tratava-se de uma estratégia de médio e longo prazo voltada à recuperação da produção de plataformas no Brasil, setor que já foi um dos motores industriais do país e que havia perdido dinamismo nos anos anteriores.

Impactos econômicos e regionais da parceria

Carlos Henrique Seixas destacou, à época, que os efeitos de uma parceria dessa natureza extrapolariam os limites da empresa. A estimativa apresentada indicava que apenas a fabricação de módulos para plataformas poderia gerar entre quatro e cinco mil empregos diretos e indiretos, com impacto significativo sobre a economia de Itaguaí e de toda a região do entorno.

Além da geração de empregos, a retomada da produção em larga escala teria reflexos positivos sobre a cadeia de fornecedores, serviços logísticos, qualificação de mão de obra e arrecadação local. Paulo Roberto Gomes Fernandes frisa que, em um contexto de busca por reindustrialização e fortalecimento da indústria nacional, esse tipo de acordo foi interpretado como um vetor relevante de desenvolvimento econômico.

A China como parceira industrial estratégica

A missão à China também reforçou uma constatação já compartilhada por diversos empresários brasileiros: o país asiático deixou de ser apenas um grande fornecedor de produtos de baixo custo e consolidou-se como um polo de excelência tecnológica e industrial. As cidades visitadas, a infraestrutura urbana, a organização das plantas fabris e o nível de especialização dos profissionais impressionaram os representantes da NUCLEP.

Esse cenário abriu espaço para uma leitura mais estratégica das relações sino-brasileiras, especialmente no setor de energia e infraestrutura pesada. Ao buscar parcerias baseadas em transferência de conhecimento, complementaridade produtiva e acesso a novos mercados, empresas brasileiras passaram a enxergar a China não apenas como um competidor global, mas como um aliado potencial em projetos de grande escala.

Um passo consistente rumo a novos ciclos industriais

Embora ainda em fase de pré-acordo, a iniciativa da NUCLEP em abril de 2024 foi considerada um movimento consistente na direção de novos ciclos industriais para o setor offshore brasileiro. Ao combinar diplomacia empresarial, presença física no mercado asiático e alinhamento com as demandas futuras da Petrobrás, a empresa construiu bases mais sólidas para sua reinserção em projetos estratégicos.

Paulo Roberto Gomes Fernandes sugere que o desdobramento dessas negociações dependeria, naturalmente, de fatores regulatórios, de mercado e de políticas industriais, mas a missão à China deixou claro que a retomada da indústria pesada no Brasil passava, cada vez mais, por uma atuação internacional ativa, planejada e tecnicamente bem fundamentada.

Autor: Oleg Volkov

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