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Disparidades em cirurgias para pacientes com câncer de mama

Diego Velázquez
Diego Velázquez 24 de julho de 2024
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As regiões Sul e Sudeste concentram a maioria das cirurgias e reconstruções realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa desigualdade é um problema complexo e multifacetado, que envolve fatores estruturais. “As regiões Sul e Sudeste do Brasil possuem uma maior concentração de hospitais de alta complexidade, especialistas, centros de referência e unidades de saúde bem equipados, além de receberem uma maior parcela do orçamento de saúde, tanto em termos absolutos, quanto per capita, o que leva a melhores indicadores socioeconômicos”. A observação é da cirurgiã oncológica Viviane Rezende de Oliveira, diretora da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), que analisou estudo apresentado em julho, no Rio de Janeiro, durante o Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher, organizado pela SBCO.

Com a proposta de mapear o cenário de procedimentos cirúrgicos em pacientes com câncer de mama realizados nas cinco regiões brasileiras entre 2008 e 2023, o trabalho foi realizado no âmbito de iniciação científica por alunos de graduação em Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram levantadas as informações de 255 mil pacientes na base de dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), no TabNet-DATASUS. Ao longo dos quinze anos, foram realizadas 170.158 mastectomias, 22.070 cirurgias de reconstrução e 85.265 cirurgias de retirada de segmentos da mama (segmentectomias).

No total, as regiões Sul e Sudeste responderam no período por 64% das mastectomias, 80% das reconstruções mamárias e 70% das segmentectomias. Em contraste, a região Norte concentra apenas 6% das mastectomias, 3% das reconstruções e 5% das segmentectomias. “O Norte enfrenta uma escassez de infraestrutura hospitalar e profissionais. Junto a isso, grandes distâncias e dificuldade da logística de transporte das pacientes”, lamenta Viviane Rezende.

O cirurgião oncológico e presidente da SBCO, Rodrigo Nascimento Pinheiro, reforça que é de fundamental importância agregar um olhar mais integral à saúde oncológica da mulher. “O estudo contribui para se identificar como está a realização de cirurgias e reconstruções mamárias e para quantificar os possíveis gargalos, que venham a nortear a ampliação da estrutura do SUS”, ressalta.

No comparativo ano a ano, a conclusão é que houve a diminuição de mastectomias e um aumento discreto das cirurgias de reconstrução mamária. A região Norte tem o menor número deste procedimento. Quanto às segmentectomias, há um aumento substancial no país. O Sudeste, o Sul e o Centro-Oeste têm tendências similares quanto à queda da mastectomia, crescimento da reconstrução e oscilações nas quantidades anuais de segmentectomia. Além disso, houve diminuição destas abordagens cirúrgicas durante a pandemia de Covid-19, especialmente no Norte e Nordeste.

De acordo com Ana Julia Schramm Galvão Valadares, uma das autoras do estudo, analisar esta tendência regional dos procedimentos cirúrgicos é muito importante para observar se o país tem tido melhoras e está avançando junto com as tendências tecnológicas. “Observamos que a mastectomia é a modalidade mais utilizada, mas sem um aumento expressivo de reconstrução mamária, procedimento necessário para recuperação física e mental da paciente com câncer de mama”, observa

A cirurgiã Viviane Rezende de Oliveira ressalta que são vários os fatores que explicam a redução das mastectomias. Dentre eles, o diagnóstico de câncer de mama ocorrendo em fases mais iniciais, em consequência dos avanços nas estratégias de rastreamento e detecção precoce. Para os casos de tumores avançados, explica a especialista, tem havido resposta satisfatória ao tratamento neoadjuvante, principalmente com a incorporação de terapia-alvo, permitindo à paciente uma abordagem conservadora.

Sobre as reconstruções mamárias – que estão previstas em Lei, sendo assim um direito da paciente como parte do tratamento – a especialista ressalta que ainda é um procedimento a ser perseguido. “Vários fatores interferem na oferta da reconstrução imediata e tardia. Os desafios são vários, entre eles limitações de recursos financeiros e disponibilidade de insumos, de capacidade e infraestrutura hospitalar, gestão das filas, tempo de espera, desigualdades regionais, equipe profissional capacitada, e fortalecimento das políticas de saúde como linha de cuidado.

Queda durante a pandemia de Covid-19

Como reflexo dos cuidados em saúde, durante a pandemia, estarem concentrados na Covid-19, houve o represamento dos procedimentos cirúrgicos eletivos. O maior impacto, se deu nas reconstruções mamárias que caíram de 1513 em 2019 para 797 em 2020. “A pandemia de Covid-19 deixou como legado cruel, além das perdas de vidas, o atraso em toda a rede de assistência, não sendo diferente com o câncer”, afirma Viviane.

Além de Ana Júlia Schramm Galvão Valadares, os demais autores do estudo são Carlos Henrique Jardim Duarte, Daniela Aparecida Bastos Bragança, Marcella Abranches Gil de Castro, Mariana Segantine Marçal, Henrique de Castro Rodrigues e Maria de Fátima Dias Gaui.

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